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Quando você ama uma banda.

11 Jul


Música. Deixa de ser apenas um conjunto de sons combinados para se tornar um segmento na vida de tantas pessoas ao redor do mundo. Pessoas como eu.

São inúmeras as vertentes musicais. Os estilos. São cantores, grupos, orquestras, bandas, enfim…

Com o passar do tempo amadurecemos nossas preferências, deixando para trás a maior parte das possibilidades de escolha e nos envolvendo com apenas algumas delas.

É aí que entra em cena nosso sentimento. A capacidade que cada um tem de se doar, se sacrificar e amar a música com tudo que a envolve.

Hoje, assistindo um show da minha banda favorita, prestei bastante atenção nas reações que as vozes, os instrumentos, as letras e ritmos me causavam. Percebi que cada acorde tem um significado pra mim. Que antes de qualquer nota soar, eu já sabia qual seria a próxima música tocada. E constatei, mais uma vez, que amo isso. Tudo que eles fazem, quem são, foram e se tornaram.

Toda nova música mexe de um jeito diferente, porém sempre profundo comigo. É como se mesmo sem tomar decisão nenhuma quanto ao trabalho deles, eu interferisse, de maneira realmente importante em cada detalhe. Como se tudo fosse, de alguma forma, fortemente ligado à mim.

Não tenho receio em admitir que choro, sorrio, me arrepio, danço, grito, VIVO a música deles. E fico muito orgulhosa em saber que sou apenas mais uma sentindo tudo isso.

São eles quem me fazem sentir alguém melhor, feliz. Me fazem sentir também que tenho algo em comum com outras pessoas, e por isso não estou sozinha. Aprendi a demonstrar ou ocultar sentimentos com eles. Controlar meus demônios e ver que todo labirinto tem uma saída, mesmo que esta esteja bem escondida.

Sou alguém que encontrou o lado bom da música. O lado que vale a pena e consegue me manter sempre envolvida.

Sou alguém que aprendeu a admirar, respeitar, acompanhar, viver, AMAR essa banda chamada My Chemical Romance.

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Pessoas que não valem a pena.

9 Jul

Existem basicamente, três tipos de ser humano que me causam náusea. São eles: fundamentalistas (acreditam que a única verdade é a sua, não aceitando nada que outra pessoa fale diferente do que acredita. É o princípio da destruição humana, pois quando deixamos de nos relacionar com uma pessoa que pensa diferente é motivo para a guerra e destruição. Isso já ocorreu várias vezes no mundo e nós nunca aprendemos); hipócritas (desleais, falsos, fingidos, que abrem mão dos seus ideias apenas por interesse) e preconceituosos. E é incrível como podemos encontrar pessoas com todos esses adjetivos reunidos.

Não entendo como ainda pode haver gente tão ignorante, a ponto de pensar que não precisa de ninguém. Que é auto-suficiente. O que é um dos maiores equívocos do qual muita gente sofre.

Mesmo que você seja muito independente, tome suas próprias decisões, tenha uma vida livre de outras pessoas dando opinião, more sozinho etc… Você DEPENDE SIM DE MUITA GENTE!

E se não fosse o motorista do ônibus, ou o mecânico, ou o médico? E se não fossem os pedreiros que construíram a casa onde você mora? Ah, construiu ela sozinho? E também fabricou os tijolos? Acho que já deu pra entender né?!

Pior ainda são as pessoas que têm preconceitos. Ou fazem pré-julgamento de alguém única e exclusivamente pela aparência.

Se você faz parte desse seleto grupo de completos idiotas, pensa comigo: digamos que um dia se envolva em um acidente (admita, não é algo incomum de acontecer), e precisa da doação de algum órgam vital para sobreviver, e o único doador compatível num raio de infinitos quilômetros for uma pessoa negra, ou loira, ou gorda, ou se for um roqueiro ou um nerd? Será que ainda assim vai ter tempo pra gastar com preconceito? Acredito que não. E aí entra a hipocrisia. Quando você realmente precisar de alguém que despresava, vai engolir o orgulho e fazer papel de idiota (duas vezes).

E quando alguém não aceita seus erros, não admite que outra pessoa esteja com a razão mesmo sabendo que no fundo deveria dar o braço a torcer? Há algum orgulho em ter essa necessidade de atenção e de aceitação boba, imatura e egoísta? Já parou pra pensar em quantas decisões tomadas em conjunto, sem ninguém levando a culpa ou ficando com o troféu sozinho foram boas o suficiente pra agradar todas as partes envolvidas?

De que vale passar a vida sem ninguém, apenas afrontando os demais pra ter seu “orgulho intacto”? Não seria melhor usar o pouco da humildade que ainda pode haver dentro de uma mente tão perturbada, e dar uma chance à si mesmo de ser alguém melhor? Alguém ao menos suportável? Basta parar pra refletir e pesar os benefícios que cada atitude sua trás de volta.

Mas se você insiste que está sempre do lado correto da história, teóricamente não precisa de ninguém certo? Se não precisa de ninguém, tem preconceito contra todas as pessoas ao seu redor, lógicamente. Sendo assim, é hipócrita por pensar desse jeito apenas até precisar de verdade de alguém. E aí se torna o tipo perfeito de ser humano que me dá nojo.

Sendo assim… Parabéns, você é alguém que não vale a pena.

AMG.

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